O pensamento de Olavo e Carvalho (Anotado em 10 set 2013)

o-minimo-que-voce-precisa-saberEm “A escolha fundamental” (pg.135), Olavo discorre sobre o homem espiritual e o militante. A gente pode até discordar quando ele fala dos “santos” cujas vidas estão testemunhadas nos catecismos e outros escritos sagrados. Eu discordo, já que não acredito em “santos”, entre outras coisas porque, para mim, é um dogma/conceito que, em si mesmo, é uma contradição ao ensino religioso do pecado original. Mas isso são dogmas e eu não discuto mais dogmas. Entretanto ninguém, em sã consciência, pode discordar de trechos como este:

“Na perspectiva espiritual, a meta da existência é cada um buscar sua perfeição na vida agora, fazendo o bem a pessoas de carne e osso, que podem lhe responder e julgá-lo, dizendo se foi um bem de verdade ou um falso bem que só lhes trouxe o mal. Na ótica revolucionária, o que importa é “transformar o mundo” e beneficiar as gerações futuras pouco importando o mal que isto custe à geração atual.” CARVALHO, Olavo de. O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. Pg. 136.

Olavo de Carvalho – 0001

Olavo de Carvalho - 0001

Durante a minha leitura do livro do filósofo e professor Olavo de Carvalho, tomei nota de alguns trechos que me chamaram a atenção. Copiava os trechos do livro enquanto me dirigia ao trabalho no metro Rio de Janeiro e depois de algum tempo passei não só a transcrever o que achava marcante, como também incluir meus comentários.

Este meme inaugura a série.

Todos os textos transcritos nesta série pertence ao livro:
CARVALHO, Olavo do . O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. Organização de: BRASIL, Felipe Moura.1. ed. – Rio de janeiro:Record, 2013. ISBN 978-85-01-40251-6

Quem é John Galt?

Quem é John Galt

A Revolta de Atlas Parte III – 0 Filme

Fonte: https://www.kickstarter.com/projects/atlasshrugged/atlas-shrugged-movie-who-is-john-galt

A Revolta de Atlas“, é o título de uma trilogia de filmes baseados no “best seller” de mesmo nome de Ayn Rand. Embora uma obra de ficção e filosófica escrita em 1957, narra uma história bastante atual, e mostra com uma clareza só comparável à de outro grande livro visionário, “1984“, de George Orwell, o que vemos acontecendo no Brasil e no mundo.

Não sou objetivista – o sistema filosófico desenvolvido pela autora – tendo tido uma formação cristã, mesmo sendo ateu, não posso concordar com o egocentrismo defendido por ela em sua filosofia. No entanto, o livro descreve com precisão, e aí está o que, em minha opinião, é um de seus pontos mais altos, as táticas de convencimento popular usadas pela classe dominante (políticos) que vemos ser usada hoje no Brasil e nas demais republiquetas socialistas latino-americanas.

Ela mostra aonde pode levar a coabitação adúltera de empresários, que subornam as autoridades e obtêm troca vantagens para si, bem como a destruição de seus concorrentes.

Ayan descreve no livro, também, como o povo é afetado pela doutrinação maciça no pensamento socialista, Como a imprensa, a academia e os próprios cientistas alinhados com o pensamento dominante, desempenham um papel fundamental na apatia da população e em sua aceitação preguiçosa, interesseira e conivente a tudo que seus governantes lhes dão, tanto pelas sufocantes leis de responsabilidade social que lhes impõem sacrifícios em nome de uma coletividade anônima e nem sempre muito bem definida, como pelo apoio recebido pela compra com esmolas que o governo central lhes distribui com uma das mãos, tirando com a outra, e que cada vez mais leva a nação ao abismo da barbárie, onde marginais e bandidos são convocados pelo governo para “convencer” através de levantes destrutivos os que se lhe opõem.

Enfim, o livro, que foi escrito em 1957, é um romance totalmente afinado com nossa realidade atual, nosso partidos e nosso políticos esquerdistas e, só por isso, já merecia ser lido, nem que fosse para comprovar como são retrógrados e conservadores os que gostam de se rotular como “progressistas”.

O mais interessante é que os comentaristas mostrados no vídeo (em inglês) que está no sítio indicado, dizem que a situação é a mesma nos EUA. Lamento por esta grande nação, embora, no momento, me preocupa mais a nossa combalida condição e sob a gangue comandada pelo Forum de São Paulo. A eles se ajusta como uma luva o apelido que Ayan Rand batizou os socialistas:

Saqueadores!