16 de agosto – Afinal!

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Quem conhece o Rio de Janeiro, sabe o que acontece com nossas praias num domingo de sol, com temperatura próxima aos 40º C. Para se ter uma ideia do que significou esta manifestação em termos de carioquice, dê uma olhada na praia e o respectivo calçadão. Isto diz tudo.

Quanto à matéria reproduzida a seguir, é preciso que se diga toda a verdade. Eu estava lá e presenciei boa parte do que aconteceu! Enquanto milhares de manifestantes pediam o impeachment de Dilma e gritavam palavras de ordem contra Lula e o PT, a equipe de reportagem da Rede Globo entrevistava algumas pessoas que pediam a Intervenção Constitucional Militar, talvez tentando o truque aplicado no passado, de noticiar que o evento pedia a volta das Forças Armadas – o que, em minha opinião, ainda acredito que seja a solução mais rápida para evitar a total comunização bolivariana do Brasil, mas deixa isso para lá – Quando o caminhão do Movimento Brasil Livre (MBL-RJ) avistou e compreendeu a estratégia da Globo, chamou os repórteres para irem até o caminhão e entrevistá-los, ao MBL, e eles diriam o verdadeiro motivo da manifestação (já que os repórteres da Globo aparentavam não ter entendido bem o que acontecia à sua volta (!!)). Foi informado aos manifestantes que a GLOBONEWS noticiava o evento como “um protesto contra a corrupção”, o que não era verdade. Era um protesto pelo impeachment da Dilma, contra Lula e pela exclusão do PT do cenário político nacional. Obviamente, a intervenção do MBL desviou a atenção dos manifestantes e um grupo se dirigiu até aonde estava a equipe da Globo, com cartazes e gritando frases de protesto.

Ato contínuo, um grupo de PMs, dos que acompanhavam a manifestação, se dirigiu imediatamente ao local, obviamente para proteger os funcionários da Rede Globo (ainda bem que a PM estava por ali, não é Rede Globo?!) enquanto o carro do MBL pedia que os manifestantes se afastassem e que deixassem a Globo trabalhar em paz. Informou-se que eles tinham o direito de fazer o trabalho deles e que a maneira em que iriam noticiar o evento era problema da consciência deles (dos repórteres). Deixou claro que estávamos todos ali para lutar pela liberdade de imprensa e CONTRA a “democratização” dos meios de comunicação que o PT está louco para impor – destruindo e amordaçando, inclusive, o emprego deles, a própria Rede Globo. A manifestação continuou sua marcha em direção ao Copacabana Palace, onde se dissolveu e o resultado do acontecimento está na notícia publicada hoje no G1,

Em minha opinião, independente do que diga situação e os vendidos que a propagandeiam, o evento foi um sucesso. Um sucesso mas que não significa o fim da luta. Pelo contrário, ela não começou ainda. Estamos nos primeiros movimentos de sairmos da letargia de 50 anos de doutrinação marxista. Muito ainda precisa ser feito. Vamos ver como o Congresso reage.

Leiam a notícia e tirem suas próprias conclusões:

Fonte: IG
Autor:
Título: Equipe da TV Globo é expulsa de protesto contra Dilma na praia de Copacabana
Disponível em: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-08-16/equipe-da-tv-globo-e-expulsa-de-protesto-contra-dilma-na-praia-de-copacabana.html
Acesso em: 17 ago 2015

Profissionais quase foram agredidos; em SP, funcionários da emissora refugiaram-se junto à PM durante ato pró-governo
O Dia

Uma equipe da TV Globo foi expulsa do protesto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) realizado neste domingo (16) na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, após gritos de “Fora Globo” puxados pelo carro de som do Revoltados Online e do Movimento Vem Pra Rua.

Os profissionais quase foram agredidos. Uma minoria tentou apoiar o trabalho dos jornalistas, mas os profissionais, xingados, foram no Rio e tiveram de ser escoltados pela PM; obrigados a sair da manifestação pela Rua Bolívar, escoltados pela PM. O repórter Paulo Renato Soares e outros quatro profissionais da Globo acabaram impedidos de realizar seu trabalho.

Em São Paulo, uma equipe da emissora foi hostilizada durante a manifestação em apoio ao governo Dilma realizada por sindicatos e movimentos sociais junto à sede do Instituto Lula. Após gritos de “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo” e “A verdade é dura: a Rede Globo apoiou a ditadura”, os profissionais decidiram se afastar do ponto de concentração do evento e se refugiar junto a carros da PM.

No Rio, pedidos de votla do regime militar

O clima de revolta contra o PT deu o tom da manifestação no Rio. O protesto reuniu diversas famílias e, principalmente, pessoas que pedem a volta do regime militar no País. Populares gritam frases contra o ex-presidente Lula e, alguns, palavras de baixo calão sobre Dilma. O juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, foi lembrado em faixas de apoio.

Faixas pedem por uma intervenção militar no País e o impeachment da presidente. O protesto, com muitas pessoas vestidas com camisas do Brasil, reúne, em sua maioria, manifestantes de mais de 45 anos, de classe média e classe média alta.

Cinco carros de som seguiram pela orla de Copacabana. Os grupos “Extermínio do Foro de São Paulo”, “Não união de combate à corrupção” e “Pesadelo dos políticos”, se reuniram em um deles e durante pronunciamentos, falaram palavras de baixo calão sobre a presidente.

A personal trainer Gilda Ramos, de 40 anos, chamou Dilma de “vaca” em resposta a um homem que se identificou como “Capitão Brasil”. José Roberto, de 51 anos, afirmou que respeita Dilma pela idade, mas que ela “não sabe de nada”.

Outro carro de som reúne manifestantes a favor de uma intervenção militar no País. Segundo esses manifestantes, muitos vestidos em trajes militares, Dilma é comunista e as escolas do País educam as crianças para serem socialistas. O grupo cantou o hino nacional e o da bandeira, além de músicas contra o ex-presidente Lula.

O militar da reserva do Exército Antônio Saulo, de 63 anos, criticou a proibição do militar de se manifestar. Ele foi ao protesto com um jipe, que no bagageiro tem um boneco vestido de soldado com uma faixa que diz: “Militar é um representante do povo”.

“A faixa é só para lembrar que as pessoas do Brasil precisam de respeito, como os militares conseguiram dar o País”, dizia o comerciante Carlos Cardoso, de 70 anos.

O nome de Lula é, por muitas vezes, mais mencionado no ato do que o da própria presidente. Frases como “Lula cahaceiro devolve o meu dinheiro” e “Nossa bandeira não será vermelha”, são entoadas pelos manifestantes.

Volta da monarquia

Em um protesto marcado por pedidos de intervenção militar e impeachment, alguns resolveram se manifestar pela volta da monarquia no Brasil e carregavam bandeiras do tempo do império. Outros levaram suas panelas às ruas em sinal de revolta. “A panela está vazia porque está tudo muito caro, o alimento está caro e a inflação alta. Eu bato panela para tirar a Dilma e o PT”, declarou Maria Sales, de 45 anos.

Há ainda um grupo que pede assinaturas para tentar um projeto de lei no Congresso contra a corrupção. Além disso, muitos se manifestam a favor do juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato. Diversas pessoas carregam cartazes com a frase “Eu apoio o juiz Moro” e “#EuApoioALavaJato”

Os protestos contra o governo petista seguem País afora. Nas redes sociais, manifestantes usam as hashtags #ForaDilma e #VemPraRua e publicam diversos registros dos protestos pelo País.

Manifestantes foram às ruas em Bauru, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Brusque, Chapecó, Concórdia, Juiz de Fora, Maceió, Mogi das Cruzes, Recife, Ribeirão Preto, Piracicaba, Salvador, São José do Rio Preto, Timbó, Uberaba, Uberlândia e Volta Redonda.

*Com iG São Paulo

Fonte: O Dia

Mais fotos da manifestação em vários Estados no próximo post

One comment on “16 de agosto – Afinal!

  1. Cauê diz:

    Muito bom ter publicado seu relato pessoal a respeito do que viu. Aqui em São Paulo houve ato pró-Lula e a Globo, bundona, foi expulsa pelos militantes do PT do ato. Bem feito!. Ficam puxando saco daquela gentalha e acabam hostilizados pelos militontos deles.
    Pelo visto aí estava cheião mesmo. Parabéns aos cariocas por terem enchido a orla!
    Abraço de um paulista que também está indignado.

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