16 de agosto – Falta 1 dia – Parte II

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No post anterior, comentei a matéria publicada pelo Deputado Federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), a respeito da manifestação contra a Presidente da República, Dilma Roussef e seu partido, programada para amanhã em todo o Brasil. Ali, comentei que a comparação entre os protestos de 2015, direcionados ao PT e à Presidente, nada tinham em comum com os movimentos de junho de 2013, em que se reivindicava tudo e nada ao mesmo tempo, sem qualquer foco específico, e que acabou promovendo o caos nas grandes cidades, tendo conseguido envolver no movimento “espontâneo” e “pacífico” pessoas que, se ao menos soubessem que estavam sendo manipuladas por uma tática trotskysta, jamais teriam concordado em ir para as ruas apoiar o que, na verdade, era uma estratégia revolucionária de uma ideologia-doutrina-religião-cultura (onde quer que possamos enquadrar o marxismo) que deseja escravizar uma boa parte dos brasileiros e aniquilar todos os que a ela se opõem. Esta conclusão só foi possível, graças à leitura que estou fazendo do livro de Morgenstern “Por Trás da Máscara”.

Postei aqui, recentemente, matéria de Flávio Morgenstern, publicada pelo Instituto Liberal comparando a manifestação de amanhã, com as manifestações de junho de 2013.

Fonte: Blog de Marcelo Centenaro
Autor: Marcelo Centenaro
Título: Por Trás da Máscara, de Flavio Morgenstern
Disponível em: http://marcelocentenaro.blogspot.com.br/2015/07/por-tras-da-mascara-de-flavio.html
Acesso em: 15 ago 2015

Para mim, o melhor livro do ano é, sem dúvida, Por Trás da Máscara, de Flavio Morgenstern. Sou amigo e grande admirador do Flavio. Encontrei-o pela primeira vez no lançamento do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, de Leandro Narloch e Duda Teixeira, em 2011. Abordei-o na fila. Flavio disse que não costumava ser reconhecido em filas. Muita coisa mudou de 2011 para cá.

Estivemos juntos contra os comunistas que impediram que Yoani Sanchez falasse, em fevereiro de 2013. Estivemos juntos na manifestação de 15 de março contra Dilma. Estivemos juntos em inúmeros eventos em livrarias. Gosto muito de seu estilo e da sua técnica de esgotar os argumentos sobre o assunto de que trata. Invejo sua capacidade de produzir e seu talento. OK, ele é são-paulino. Ninguém é perfeito.

Li Por Trás da Máscara com o mesmo prazer com que aprecio seus artigos. Trata-se, na verdade, de um artigo um pouco mais longo que o habitual. Mas essas quase 600 páginas são sucintas demais.

O mês de junho de 2013 foi particularmente doloroso para mim. Meu pai sofreu um acidente em 31 de maio e faleceu em 2 de julho de 2013. Não pude prestar muita atenção nas manifestações, embora tenha sofrido as conseqüências delas, como todo mundo. Enquanto lia o livro, procurava relembrar o que fiz em cada um daqueles momentos. O detalhismo do Flavio compõe com clareza cada evento daqueles dias conturbados.

O livro começa analisando o que foi o Occupy Wall Street, o movimento de protesto que se instalou no Parque Zuccotti, em Nova York, entre 17 de setembro e 15 de novembro de 2011. A partir de um grupo inicialmente pequeno, composto exclusivamente por militantes, o protesto cresceu enormemente por causa de uma mentira, o boato plantado por um dos organizadores de que haveria um show do Radio Head no parque. Com uma quantidade suficiente de pessoas, realizou-se um ato de caos planejado, a marcha na ponte do Brooklin, que isolou a ilha de Manhattan do restante da cidade. Apesar dos esforços da polícia de evitar ao máximo o enfrentamento, o movimento acabou conseguindo o que queria: imagens de confronto entre policiais e manifestantes. Manipulando as narrativas, conquistou o apoio popular e permaneceu perturbando os cidadãos nova-iorquinos por dois meses. A tática era não declarar qual era sua pauta, quais os seus objetivos. Funcionou.

O principal argumento para o uso da força para desalojar os acampamentos foi a sujeira que produziram. Os manifestantes defecavam em todos os lugares…

Flavio expõe as origens do Movimento Passe Livre, formado por militantes do partidos de extrema esquerda: PSTU, PSOL, PCO e PCB, informação que não se acha na imprensa. Esses grupos não precisam de uma pauta de reivindicações, mas de pretextos para protestar e adquirir poder, forçando o aumento do papel do Estado em supostamente resolver problemas reais ou inventados. Qualquer coisa serve: racismo, ciclo ativismo, LGBTXYZ, liberação da maconha, o que for. Os transportes são um grave problema real das cidades brasileiras e se encaixaram perfeitamente nas necessidades dos militantes extremistas.

A dinâmica das manifestações é descrita com todos os detalhes relevantes. Desde os primeiros atos, houve um grau de violência assustador por parte dos militantes, o que colocou a imprensa e a população contra eles, num primeiro momento. Então, aproveitando-se de alguns erros cometidos pela polícia, exatamente como aconteceu em Nova York, os organizadores conseguiram atrair a simpatia da opinião pública, explorando imagens de confrontos. As pessoas naturalmente tendem a dar razão a quem parece mais fraco.

Flavio lembra de alguns cartazes dos manifestantes, como “Me chama de Copa e investe em mim!”, “Pelo fim do funk alto no busão”, “Só paramos quando o Kinder Ovo voltar a ser R$1,00” e “Vendo Palio 98”. O mais simbólico de todos foi “The jiripoca is going to pew-pew”. São frases auto-referentes que não dizem nada, só expressam o vazio de idéias dos protestos. Flavio propõe mais algumas: “Estou aqui pela mesma coisa do cara do meu lado”, “Piquet foi melhor do que Senna”, “Subsidiem o que eu gosto, proíbam o que eu não gosto” e outras 18 que você encontra no livro.

Um evento chama a atenção na narrativa: a invasão do prédio do Itamaraty, em 20 de junho. Uma multidão havia cercado o Congresso Nacional. De lá, passou pelo Palácio do Planalto e pelo Ministério da Justiça e seguiu, direcionada por empurrões estratégicos, para o Ministério das Relações Exteriores. A segurança desse prédio não é feita por policiais, mas pela Marinha. Os organizadores queriam um confronto contra as Forças Armadas. Diz Flavio Morgenstern:

“Se um único agente das Forças Armadas fosse flagrado dando um croque na cabeça de um manifestante, qual seria a narrativa nos jornais do dia seguinte? Algo melhor do que ‘Exército vai às ruas para reprimir manifestação pacífica’? Nosso país poderia ter-se tornado completamente diferente caso apenas um vidro a mais fosse quebrado. O primeiro que conseguisse se apresentar como liderança do protesto, então, conseguiria ter poderes muito maiores do que os outorgados pelo AI-5.”

Foi esse o risco que corremos em junho de 2013.

O último capítulo trata do assassinato do jornalista Santiago Andrade, atingido por um rojão disparado por dois black blockers, em fevereiro de 2014. Houve muitas mortes causadas pelos protestos, mas essa foi a primeira que claramente partiu dos manifestantes.

Além da narrativa precisa e da análise das causas e conseqüências do movimento, o leitor é brindado com explicações preciosas sobre o pensamento de Elias Canetti, Ortega y Gasset, Eric Hoffer, Ayn Rand, Kuehnelt-Leddihn, sobre a experiência Milgram e sobre a oposição entre os significados originais das palavras democracia e república. Só esses trechos já valeriam o livro.

Senti falta de uma bibliografia no final. Também seria muito útil um índice onomástico (que imagino que aumentaria muito o número de páginas e talvez o custo do livro).

É curioso que, embora tenha sido publicado agora em 2015, o texto certamente estava pronto há mais ou menos um ano. Não há menção aos protestos contra Dilma, que começaram em 1º de novembro de 2014.

Já tem o seu? Não? O que está esperando? Corra para comprar Por Trás da Máscara!

Complementando, um “hangout” com o impossível Lobão e Flávio Morgenstern:

Fonte: Lobão Elétrico
Autor: Hangout Lobão & Flavio Morgenstern
Título: Hangout com Flavio Morgenstern sobre o livro “Por trás da Máscara”
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=m9IvxCbhTvQ
Acesso em: 15 ago 2015

Encerrando, segue mais um comentário sobre o livro de Flavio Morgenstern cuja leitura recomendo a todos, pois desvenda os meandros de uma tática comunista (mais uma) perversa que leva as futuras vítimas do regime a contribuir inocentemente para que a ditadura vermelha se instale no país.

Acabei agora aquele que considero o melhor livro que li no ano, “Por Trás da Máscara” de Flavio Morgenstern… confesso que quando vi o livro pela primeira vez não me empolguei muito, não tanto pelo autor mas mais pelo tema: como os eventos de junho de 2013 ainda seriam suficientes para preencher quase seis centenas de páginas? Mas qual! O livro é, a exemplo da “Esquerda Caviar” de Rodrigo Constantino, o clássico exemplo da obra que cumpre mais do que promete: neste caso, ao narrar as chamadas Jornadas de Junho, o autor fez uma exaustiva análise dos métodos da Esquerda Mimimi mundo – e principalmente Brasil – afora, com erudição e um estilo rocker que contraria alguns estereótipos do chamado homem conservador, e que pode e deve ser estudado, página por página, para quem quiser efetivamente entender nosso nem tanto Admirável (sic!) Mundo Novo (sic!!). Com farta bibliografia (só senti a falta da lista completa bem como de um índice no final), que está quase me convencendo a desviar dos Dalrymples de minha senhora Flavia Barros Ximenes para me enveredar no Ortega Y Gasset e Canetti (“pode escrever que o Canetti é da sua senhora também”, ela faz questão aqui de pontuar) perdidos aqui em casa para entender melhor esse fenômeno (aqui indigesto) das massas. Enfim, para quem tiver interesse, e convoco aqui os conservas Gilberto Vitor Martins, Margareth Zacharias, Robson Tavares de Abreu, Lorraine Maluf, Werley Bittencourt e Juliana Plaisant (achei nosso livro de estudo!), para comprovarem se o que disse é ou não verdade! Vocês sairão 572 páginas mais inteligentes deste livro, sem contar as risadas e o sarcasmo presentes tanto no texto quanto nas impagáveis notas de rodapé. Repetindo o autor logo no início do livro, foi uma bruta “satisfaralho para cação” lê-lo, e com a esperança de que a ausência do ponto final ao término dos agradecimentos signifique que sua carreira de escritor ainda tenha muito mais a nos oferecer nos próximos anos! Valeu! #ouruburecomenda #eosacitambém

Concordo plenamente com as palavras do Leonardo Brito Ximenes e sugiro a leitura do livro de Flávio Morgenstern que esclarece muito sobre os movimento “espontâneo” de junho de 2013 capitaneados pelo PSOL, PSTU, PCO e outros partidos minoritários, radicais de esquerda, cujos líderes MPL e Mídia Ninja, faturaram a baderna que provocaram. Agora buscam igualar 2013 c0m o que aconteceu em março abril e acontecerá amanhã como se fossem iguais. É só ver como esses movimentos de 2015 evoluíram e comparar com a destruição liderada e fomentada pelos partidos de esquerda em 2013.

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