Governo anuncia corte de verbas à Rede Globo e Editora Abril. Ou: mais uma vitória simbólica do governo na luta pela censura de mídia.

Embora não morra de amores pela Rede Globo, a notícia foi mais uma das muitas que têm vindo a público que, desde que a Dilma venceu as eleições e saiu do armário, derrubou o meu astral. Sei que não devia, mas é difícil não ficar desanimado vendo a cada dia que passa o inimigo ser bem sucedido e ganhando terreno, enquanto que a oposição vai ficando cada vez mais acuada a ponto de, salvo uma valente minoria que foi para Brasília levar porrada, nem se envergonhar de sua pífia participação nos protestos de 01/01/15 por ter sido fotografada aplaudindo na praia de Ipanema propaganda contra o governo, quando deveria estar nas ruas demonstrando sua insatisfação.

Estamos em guerra! Comprei esta ideia da página do Luciano – e não me arrependo. Mas é uma guerra injusta, e não porque o poder econômico esteja do lado do inimigo, mas porque a maioria dos que poderiam fazer oposição estão, me parece, esperando que alguém aja por ela.

Isto é bobagem! 1964 não se repetirá!

Se alguma coisa nos incomoda, nós, e não “outros”, é que temos que agir para tirá-la do nosso caminho.

A resistência e a união da oposição ao governo (união, esta, que me parece ser cada dia mais difícil de ser alcançada) deveria ser estruturada em todos os níveis e não apenas na camada popular.

Não acredito que deixar de anunciar na Veja e em O Globo seja bom para o governo. Afinal quem vai na “Carta Capital” ou no “Brasil 171” para ler a propaganda do governo?

O que impede que a grande mídia – atualmente sob a ameaça da censura – de se unir e, num ato de solidariedade aos dois veículos chantageados, se recusar a publicar a propaganda governamental? Quem perde se o Estadão, a Folha de São Paulo, Última Hora, de Porto Alegre, a BAND, o SBT, e outros grandes veículos simplesmente não aceitarem publicar qualquer propaganda do governo enquanto a chantagem durar?

O que impede, numa economia de livre mercado (mais ou menos, é verdade), que empresários, empreendedores, pequenos comerciantes e organizações civis (religiosas ou não) boicotem os veículos chapa branca do governo e, em torno da bandeira de uma mídia livre e independente, privilegiem os veículos não oficiais com seus anúncios?

Como se trata de uma “guerra” e os dois lados estão bem definidos (a esquerda de um lado e o Brasil do outro) a questão da união não se aplica exclusivamente às lideranças populares de páginas de resistência do Facebook, mas deveria ser condição obrigatória em todos os níveis.

Por que só um lado ataca e o outro se acovarda? É apenas o medo de perder uma polpuda conta de propaganda? Ou não temos proprietários das grandes mídias “do nosso lado”? Se eles existem, por que os que têm o maior poder de fogo contra o governo não estão se importando com a sujeição do povo brasileiro à escravidão socialista? Por covardia ou qualquer outro sentimento mesquinho?
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dilman

Vi com satisfação que vários blogs, colunistas e políticos de oposição tem começado a dar a devida prioridade para a questão da censura de mídia. Este é o ponto mais importante da guerra política atualmente.

Por outro lado, muitos ainda estão dedicando seu tempo à denunciar as propostas de censura de mídia pela implementação de uma “Ley de Medios”. Todavia, a disputa pela liberdade de imprensa deveria ocorrer em todos os níveis, não apenas nos projetos de lei.

Por exemplo, segundo o Portal Metrópole (mais um órgão petista), o governo anunciou oficialmente o corte de verbas tanto para a Rede Globo como para a Editora Abril.

Dilma teria dito: “Não compactuamos com mentirosos”. O que é um eufemismo para dizer que estão proibidas notícias contra o governo, mas liberadas todas aquelas a favor.

Alguns puristas ainda vão repetir a conversa: “ah, melhor ficar sem dinheiro estatal mesmo”, mas como já…

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