1964 e o “Bullying” Esquerdista

Alerta nacional

Atualizado em: 13/04/14 – 14:14

Introdução

Não foi com surpresa (porque sempre foi uma prática esquerdista) embora fosse com certo espanto (pelo grau de desinformação que está sendo apresentado à população brasileira como sendo verdade) que observei o bullying maciço da grande mídia nacional com relação ao movimento militar de 1964 “comemorando” os 50 anos da Revolução de 31 de março. É verdade que muita arbitrariedade foi praticada, o que depõe não só contra o que se tornou o movimento de 31 de março, como contra todas as ditaduras, quer sejam elas de direita ou de esquerda, como a que estamos vivendo agora, no Brasil.

Não se pode negar que muito sofrimento foi causado às famílias brasileiras não só pelos militares que fizeram a revolução, como pelos esquerdistas, terroristas, adeptos da luta armada. Mas tentar reescrever a historia, negando ao povo brasileiro os fatos e afirmando que a Revolução de 1964 foi um mal desnecessário e, ao mesmo tempo, esconder da opinião pública que foi um ato legítimamente apoiado na vontade do povo, é uma FALÁCIA e uma DESLAVADA MENTIRA!

Os fatos provam exatamente o contrário. O povo não só apoiou maciçamente o movimento de 1964, como, de fato, estava se lixando para os terroristas e e os adeptos da luta armada que inutilmente buscavam, no interior do Brasil, o apoio popular, tornando-se, pela constatação dessa falta de apoio, objeto de terror para as famílias indefesas que viviam à mercẽ das ações guerrilheiras nessas regiões isoladas.

Seguem alguns exemplos históricos que provam a parcialidade – e a covardia – da grande mídia brasileira neste 31 de março de 2014 e que em sua quase totalidade não se envergonha de divulgar apenas um lado da questão – o lado dos derrotados.

“Bullying” (postado em 05/04/14)

O que é “bullying”? Segundo o dicionário Merrian Webster on line, a palavra origina-se de “bully” que significa

Pessoa agressiva, violenta, ameaçadora, alguém habitualmente cruel com outros mais fracos.

Na época do governo militar, os “bullies” eram os militares da linha-dura que transformaram o movimento de 31 de março de 1964 num regime de exceção.

Cinquenta anos depois, os “bullies” são claramente identificados com os esquerdistas agora no poder e que desde sempre usaram a técnica de “bullying” para intimidar e constranger os que deles discordam

Ben Shapiro, no seu livro Bullies: How the Left’s Culture of Fear and Intimidation Silences Americans(“Bullies”: Como a Cultura Esquerdista do Medo e da Intimidação Silencia os Americanos”) – e que poderia muito bem ser intitulado “Bullies”: Como a Cultura Esquerdista do Medo e da Intimidação Tem Calado os Brasileiros – explica que há duas estratégias usada pelos “bullies”:

A primeira, mais antiga é usar o governo para molestar seus oponentes: Clinton usou o FBI para perseguir seus adversários e Obama, durante sua campanha de 2008, usou a Receita Federal americana para perseguir um adversário que o questionou sobre sua política de impostos. Esta técnica, embora “ruim” do ponto de vista do molestador, por ser muito explícita e reveladora da verdadeira fonte do “bullying”, ainda é válida e a vemos sendo aplicada no Brasil, por exemplo, na blindagem do governo para impedir a CPI da Petrobras, nas ameaças feitas pelos governistas às organizações Globo e ao SBT.

Mas as esquerdas se sofisticaram lançam mão hoje de outros mecanismos mais sutis de “bullying” para perseguir e calar seus adversários. mecanismos que aparentemente não tendo nada com o governo, na verdade estão fazendo o seu jogo, sem que a opinião pública perceba que a fonte é o próprio centro de poder.

Em seu livro, Shapiro lista cinco ferramentas de ataque usadas pelas esquerdas para calar e destruir seus adversários:

  1. primariamente, ela lança mão do poder como governo;
  2. a imprensa é a segunda ferramenta de “bullying” esquerdista;
  3. a classe artística (cita especificamente Hollywood, mas no Brasil podemos citar o cinema, o teatro e a televisão como as armas de “bullying” da esquerda brasileira)
  4. o sistema educacional é o quarto poder usado pelas esquerdas para intimidar e ridicularizar os seus adversários; e,
  5. último, mas não menos importante, as organizações esquerdistas não-governamentais.

No Brasil de hoje, “bully” significa entre outros:

  • taxar de homofóbico qualquer que discorde dos excessos e privilégios pleiteados pelo movimento homossexual;
  • chamar de “racista” quem é contra ações afirmativas como as tais cotas para negros;
  • rotular de fascistas quem clama pelo direito de possuir uma arma para defender a si e sua família dos saqueadores, quem pede punição para os criminosos e pleiteia a redução da maioridade penal;
  • censurar a mídia que se posiciona contra as verdades “oficiais”;
  • justificar o banimento profissional, quer nas universidades, quer nos locais de trabalho, quer nas redes sociais de quem discorda do pensamento único, inclusive quem vê benfícios (e não foram pouocs) no movimetno de 1964.

O “bullying” promovido hoje pelo governo esquerdista, diretamente com a atuação da auto denominada Comissão da Verdade, que só vê os crimes da linha dura do governo militar e não toca nas vítimas dos participantes da luta armada que levaram ao endurecimento do regime e militar, acompanhada da campanha de difamação do movimento de 1964 orquestrado pela mídia explicitam de maneira óbvia o “bullying” esquerdista e sua tentativa totalitária de mudar a história.

Por si só, este argumento justifica esta matéria, que visa não esconder os fatos relacionados aos crimes cometidos pela linha dura, mas apresentar o que de positivo o Brasil herdou dao Moimento Militar de 1964, o lado mais fraco da questão – pela tentativa de calar seus defensores – e que é a verdadeira face do governo militar.

Créditos do material apresentado a seguir:
Todas as citações a seguir são das seguintes fontes, a menos que o contrário seja informado no texto.
Texto: VILLA, Marco Antônio. Ditadura à brasileira: 1964 – 1985: A democracia golpeada à esquerda e à direita. São Paulo:Leya. 2014 ISBN 978-85-8044-958-7
Fotos:
Disponíveis em: http://homemculto.com/
Acesso: 01 abr 2014

O Brasil em 1964

Os brizolistas apoiavam o Grupo dos Onze, uma organização política que deveria se transformar em instrumento da luta armada. Tinham muita influência entre sargentos, cabos, soldados e marinheiros. O objetivo era dividir na base as Forças Armadas e trazer, para o “campo revolucionário”, combatentes que já tivessem experiência. Brizola buscou o alinhamento ideológico no que era chamado á época de nacionalismo revolucionário.

A radicalização tomou conta do país. A democracia era vista por esses atores como um empecilho aos seus planos. Queriam chegar ao poder pelas armas. As correntes políticas que desejavam manter a democracia eram consideradas reformistas, ingênuas, ora aliadas de Mscou, ora aliadas de Washington.

A coleção “Cadernos do Povo Brasileiro” com 28 volumes e tiragens gigantescas, representa bem o momento. Pelos títulos é possível imaginar o espírito da coleção:
De que morre o nosso povo?
Quem dará o golpe no Brasil?
Como seria o Brasil socialista?
Quem são os inimigos do povo?
Como atua o imperialismo ianque? (op. cit. pgs. 43, 44)

Exemplo marcante do que se propunha a coleção é o artigo “Por que os ricos não fazem greve?” que, depois de uma exposição de 117 páginas concluía:

Quando esse novo dia tiver raiado em nossa pátria, o presente livro não terá mais razão de ser, terão desaparecido os motivos que justificam a pergunta que lhe dá título; com efeito, daí em diante não haverá mais greves, simplesmente porque não haverá mais “ricos”. (Op. cit. pg. 44)

Enquanto isso, João Goulart agia para dar o golpe:

Jango aproveitou os dois primeiros meses do ano para discursar em várias cerimônias militares. Buscou associar as reformas de base ao discurso militar sobre o Brasil. A administração pública estava parada.

O Congresso reabriria em 15 de março, um domingo. Jango marcou um comício para dois dias antes, uma sexta-feira, 13. A ideia era buscar apoio popular para finalmente enviar os projetos das reformas de base. Para o presidente era um momento decisivo. Tinha perdido o apoio da ala esquerda do PTB, controlada por Brizola. … o PSD – o maior partido do Congresso – estava rompendo com o governo passando para a oposição. O isolamento de Jango no Congresso era evidente – recordando que a UDN, terceiro maior partido, estava na oposição desde 1962. (op. cit. pg. 44 e 45)

O Apoio Popular

Marcha da Família com Deus
Foto: Marcha da Família com Deus – 22 de março de 1964

A consequência quase imediata do movimento militar de 31 de março de 1964, foi a repressão aos mais identificados com o que é identificado como a “velha ordem”, ou seja o governo João Goulart. Em 15 de abril de 1964, Castello Branco assumiu a presidência da República.

Era de se esperar, caso esses representantes da “velha ordem” refletissem os verdadeiros anseios do povo, que a população fosse contrária à ação dos militares, mas o que provam os fatos?

Cinco dias após a posse de Castello, uma pesquisa de opinião pública realizada no Rio de Janeiro indicou que 69% dos entrevistados acreditavam que a queda de Goulart devera-se ao repúdio ao comunismo. 72% não queriam a volta do ex-presidente à política e 85% eram a favor da cassação de mandatos. (op. cit. pgs. 59, 60)

Considerado aquele que é apontado como o mais repressor de todos os governos militares, lemos, relatada por Nelson Rodrigues, a reação popular à figura do Presidente, o general Emílio Garrastazu Médici, um grande apreciador do futebol que fez questão de estar presente à inauguração do Estádio do Morumbi, em 1970:

É preciso não esquecer o que houve nas ruas de São Paulo e dentro do Morumbi. No estádio Mário Filho, ex-Maracanã, vaia-se até minuto de silêncio, e, como dizia o outro, vaia-se até mulher nua, Vi o Morumbi lotado, aplaudindo o presidente Garrastazu. Antes do jogo e depois do jogo, o aplauso das ruas. Eu queria ouvir um assobio, sentir um foco de vaia. Só Palmas. (Op. cit. pg. 170

Em julho de 1972, o Brasil havia ganho um torneio (a Taça Independência, também conhecida como Minicopa). Na final, entre Brasil e Portugal, o Brasil havia vencido o time português por 1 a 0:

Claro que Médici esteve presente no Maracanã e entregou a taça ao capitão, o meio-campista Gérson, em meio a uma grande ovação popular.

Popular, com as Forças Armadas sob controle, usando de todo o arsenal de legislação autoritária dos órgãos de repressão, e com o país crescendo a taxas de dois dígitos, Médici fechou o ano [de 1972] como o grande eleitor para a a sua própria sucessão. (Op. Cit. pg. 199)

Conquistas da Revolução de 1964 (postado em 06/04/14)

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Sem dúvida, uma das conquistas mais importantes, porque atingiu toda a classe trabalhadora, foi a institucionalização do FGTS. Sobre esse momento, descreve o livro já citado, Ditadura à Brasileira

A 13 de setembro, por decursso de prazo, foi aprovada a Lei nº 5.107, que criou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Alterava radicalmente o direito à estabilidade no emprego. Até então, ao completar 10 anos em uma mesma empresa, o trabalhador adquiria estabilidade. (Op. cit. pg. 89)

Isto, a estabilidade, significava que o trabalhador só poderia ser mandado embora se fosse indenizado por um valor que correspondia ao seu salário multiplicado pelo número de anos que ele esteve trabalhando na empresa. As consequências da estabilidade eram principalmente duas: ou o trabahador era dispensado do trabalho antes de completar os 10 anos que o tornavam estável no emprego, ou, em rarissimas exceções, simplesmente, completados os dez anos, não era demitido e acabava se aposentando sem receber nenhum adicional pelo tempo de sua vida que dedicou ao empregador.

A criação do FGTS praticamente acabou com a estabilidade, porque, embora ao ser contratado o trabalhador tivesse o direito de optar, os novos contratos só eram assinados se o proponente ao cargo concordasse com o novo sistema. Mas, em compensação nenhum trabalhador deixaria mais o seu emprego sem uma reserva mnetária adicional que poderia ser de ajuda para ele nos difíceis tempos da busca de um novo emprego ou depois de aposentado.

Os sindicatos, – já bastante enfraquecidos – eram contra o FGTS. O MDB também. Queriam manter o regime vigente. Para facilitar a aprovação do projeto, foi incclçuída uma clásula que dava direito ao tabalhador de optar pelo novo regime. Isso acabou figurando como letra morta, pois as empresas só contratavam trabalhadores que aderissem ao novo regime. (Op. cit. pg. 90)

Como seria o Brasil se os militares não tivessem intervido em 1964 (postado em 06/04/14)

A seguir transcrição do artigo “Se os comunistas tivessem vencido em 64…”
Autor: Paulo Briguet
Disponível em: http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/15089-se-os-comunistas-tivessem-vencido-em-64.html
Acesso em : 06 abr 2014.

Se os comunistas tivessem vencido em 64, Marighella e Lamarca seriam considerados heróis nacionais. Escolas, ruas e viadutos estariam recebendo seus nomes. Os livros de história e os cursos universitários apresentariam Che, Fidel e Mao como grandes defensores da liberdade.

Invasões e desapropriações de fazendas produtivas aconteceriam com frequência. O BNDES e a Caixa financiariam manifestações do MST. Quase 50 milhões de pessoas dependeriam de mesada estatal para sobreviver.

Antigos companheiros de viagem da esquerda seriam hoje considerados inimigos do povo. Os oligarcas tornar-se-iam amigos do governo desde criancinhas.

Se os comunistas tivessem vencido em 64, correríamos o risco de ser governados por ex-informantes da ditadura ou ex-terroristas. A história do País seria reescrita apenas por um lado. Todos os crimes desse lado seriam esquecidos e apagados para sempre. Seria criada uma Comissão da Verdade para humilhar e punir os reacionários.

Era até capaz de o governo fazer um mensalão! Talvez o Judiciário viesse a sofrer ataques maciços quando alguma de suas decisões desagradasse o partido dominante. Grande parte da imprensa estaria mergulhada na autocensura. Vozes críticas seriam atacadas por militantes raivosos.

A gente nunca sabe do que os comunistas seriam capazes se tivessem vencido em 64. A maior parte dos governos da América Latina, a esta altura, poderia estar sob o controle de uma instituição chamada Foro de São Paulo.

Os crucifixos seriam banidos das repartições públicas. Grupos de pressão fariam esforços descomunais para a liberação do aborto e da maconha, mesmo contra a vontade da maioria da população. A Petrobras perderia 30% do seu valor de mercado e despencaria da 12ª para a 120ª posição entre as maiores empresas do mundo. A atividade empresarial seria criminalizada através de um mar de impostos e burocracia. E Paulo Freire seria considerado o Patrono da Educação Brasileira.

Nossa! Ainda bem que os comunistas não venceram em 64, né?

Outras Referências à Revolução de 1964

Reinaldo de Azevedo: Ainda a violência na Faculdade de Direito da USP e a tolerância. Ou: A sabedoria que vem da guilhotina, do paredão e do fuzilamento

Reinaldo de Azevedo: DIA DA MENTIRA 2 – Mais um terrorista exibe o caráter pacífico e grandioso da “luta”. Aqui, como se podia matar até um “companheiro” em nome da revolução… Ou: A paz dos clementes

Reinaldo de Azevedo: 1964 – A sindicância das Forças Armadas e algumas verdades inconvenientes

Reinaldo de Azevedo: DIA DA MENTIRA – Abaixo, o caráter pacífico, cordato, doce, sensível e humanista dos terroristas de esquerda. Uma homenagem a Franklin Martins, um dos chefões da campanha de Dilma: “A decisão era de executar”

Reinaldo de Azevedo: Não toquei instrumento de sopro para general. Então não preciso pedir desculpas!

Reinaldo de Azevedo: 31 de Março – 1: Viva a democracia! Nada devemos à esquerda armada além de violência, mortes, sequestros, assaltos e indenizações milionárias. O regime de liberdades é obra dos que fizeram a luta pacífica

Reinaldo de Azevedo: 31 de Março – 2: De como o mensalão, os aloprados e o assalto à Petrobras nasceram com Marighella, Lamarca e afins…

Reinaldo de Azevedo: 31 de Março – 3: Surpresa? Há mais brasileiros querendo punir ex-terroristas do que ex-torturadores. No Estado de Direito, as duas coisas são impossíveis!

Olavo de Carvalho: Olavo de Carvalho: 50 anos do Contra-Golpe de 1964

Marco Antonio Villa: Os gigolôs da memória: Não é possível ignorar o caos instalado no país em março de 1964

One comment on “1964 e o “Bullying” Esquerdista

  1. […] de ler o livro “Ditadura a Brasileira”. que me serviu de fonte no post que escrevi neste blog sobre a revolução de 1964. Um livro de leitura fácil, agradável e […]

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