O pensamento de Olavo e Carvalho (Anotado em 10 set 2013)

o-minimo-que-voce-precisa-saberEm “A escolha fundamental” (pg.135), Olavo discorre sobre o homem espiritual e o militante. A gente pode até discordar quando ele fala dos “santos” cujas vidas estão testemunhadas nos catecismos e outros escritos sagrados. Eu discordo, já que não acredito em “santos”, entre outras coisas porque, para mim, é um dogma/conceito que, em si mesmo, é uma contradição ao ensino religioso do pecado original. Mas isso são dogmas e eu não discuto mais dogmas. Entretanto ninguém, em sã consciência, pode discordar de trechos como este:

“Na perspectiva espiritual, a meta da existência é cada um buscar sua perfeição na vida agora, fazendo o bem a pessoas de carne e osso, que podem lhe responder e julgá-lo, dizendo se foi um bem de verdade ou um falso bem que só lhes trouxe o mal. Na ótica revolucionária, o que importa é “transformar o mundo” e beneficiar as gerações futuras pouco importando o mal que isto custe à geração atual.” CARVALHO, Olavo de. O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. Pg. 136.

Quando bandidos governam uma nação!

Atualizado em: 01/05/14 17:43

BANDIDO TOGADO 1

Segue mais uma transcrição de outro sítio da Internet. O assunto de que trata o texto é muito grave. Se refere ao mau caratismo da esquerda radical brasileira (entenda-se como: PT, PCdoB, PSOL e PSTU) que, usando de chantagem, promove a censura da mídia com o dinheiro do povo.

A chantagem ficou bastante clara quando a comunista Jandira Feghalli entrou com um pedido que resultou na mordaça de Rachel Sheherazade e outros jornalistas do SBT e esta ação – chantagem – é muito mais grave e séria do que a própria mordaça imposta aos jornalistas, porque promove uma censura por meio de uma ameaça que só bandidos fazem quando querem controlar suas vítimas.

Como diz a matéria anexa, uma coisa é ter um artigo, um livro, uma música, uma peça de teatro censurada às claras por um órgão de um Estado ditatorial, outra é se dizer “democrata” e mascarar a censura com chantagem, usando o acesso privilegiado que têm ao dinheiro público. Só bandidos e tipos muito baixos e muito mau-caráter usam este recurso e se o chantageado cede a eles fica escravo do chantagista pelo resto da vida.

Até o momento ninguém, nenhum político, nenhum jornalista, nenhum formador de opinião se levantou contra a chantagem dos governistas. Aqui, neste blog, por achar extremamente séria essa essa prática levada a efeito pelos nossos governantes, transcrevo o excelente artigo de Luciano Ayan sobre o assunto, matéria que trouxe do sítio mantido por ele.

Autor: Luciano Ayan
Fonte: Ceticismo Político
Título: O erro de tratar com dignidade aquilo que não tem dignidade: por que a direita erra ao tratar a censura sutil com luvas de pelica?
Disponível em: http://lucianoayan.com/2014/04/22/o-erro-de-tratar-com-dignidade-aquilo-que-nao-tem-dignidade-por-que-a-direita-erra-ao-tratar-a-censura-sutil-com-luvas-de-pelica/
Aceso em: 23 abr 2014

Imagine a situação de Reginaldo, um sujeito que entrou no clube de filmes cult organizado por Getulio. O clube, com mais de 2.700 integrantes, tem como objetivo permitir que seus participantes tenham acesso a aquisição de filmes cult raríssimos, que não valiam a pena serem lançados no Brasil em grande escala (até por que não haveria público suficiente para isso). Com essa associação, após os direitos autorais pagos, era possível que os membros do clube adquirissem os DVDs a um custo de R$10,00 cada. Tudo dentro da legalidade, sem pirataria.

Os DVD’s são vendidos a R$ 10,00 para os membros do clube e a R$ 29,90 para pessoas que não são membros. Isso não seria um problema. Só que Reginaldo descobre posteriormente que todo o dinheiro relativo às vendas de DVD’s para não-participantes do clube vão direto para o bolso de Getulio, onerando, portanto, os outros sócios.

Indignado, Reginaldo ameaça se rebelar e deixar o clube, quando ouve a seguinte proposta de Getúlio: “Reginaldo, deixe disso! Eu apenas estou levando uns trocados, mas posso compartilhar com você também. Desde que fique entre nós. Saiba que nutro grande amizade por você, e faço questão de tê-lo como sócio master no clube. E para provar o quanto eu prezo você, deixarei você usar minhas duas filhas, de 8 e 10 anos, à vontade. Eu já as provei suficientemente. Valem a pena!”.

Após ouvir a proposta, Reginaldo explica tranquilamente que entrou para fazer parte do grupo com o intuito de aumentar a sua coleção e garantir que outros colecionadores de filmes cult também tivessem a mesma oportunidade, adquirindo filmes que jamais seriam lançados nas lojas do Brasil. Não era intenção dele fazer parte de um negócio para obter vantagens pessoais. Por esse motivo, Reginaldo decide sair.

Porém, horas depois Reginaldo começa a matutar, entendendo que no calor da discussão esqueceu-se de questionar algo muito mais abominável do que o fato de Getúlio ganhar algum dinheiro indevido com DVD’s que não deveriam gerar lucro (apenas pagar suas despesas): o fato de Getulio praticar pedofilia com suas duas filhas e ainda oferecê-las aos outros.

Não sei se existe algum clube assim. Essa “história” tem apenas caráter ilustrativo. E ela tem tudo a ver com os recentes ocorridos na questão da censura sutil utilizada pelos governistas hoje em dia no Brasil. Sem querer, a maioria da população de direita acaba agindo como Reginaldo, e, no calor da discussão, esquece-se de apontar com assertividade a extrema amoralidade que reside na censura sutil.

Muitas pessoas da direita tem reagido com uma certa resignação e até displicência em relação ao fato do governo federal e seus aliados usarem verba pública para pressionar emissoras a divulgar conteúdo que atenda aos interesses do partido. Vários esquerdistas tem dito que “não é censura” (veja minha refutação a esses truques aqui), e algumas pessoas da direita tem até caído. Por sorte, poucos. A maioria fica indignada com a censura, mas esquece-se de apontar a maior indignidade de todas: o mecanismo da censura sutil em si.

O resultado é que acabamos tratando com dignidade aquilo que não tem dignidade. Só que diante de indignidades monstruosas, temos que reagir com assertividade e denunciação incisiva, sem luvas de pelica. No caso de Reginaldo, ele deveria denunciar Getúlio à polícia. No caso da direita, devíamos expor publicamente os censores governistas como a escória da humanidade. A imundície moral desses censores é tamanha que a única reação natural é vomitar diante dessa gente.

Senão vejamos. Imagine a censura dos tempos do regime militar. Bastava ter uma organização governamental, definida por decreto, pela qual um grupo de censores usava seu carimbo dizendo “aprovado” ou “não aprovado”. E fim de conversa. Na censura sutil usada hoje pelo PT a coisa é muito pior: são feitas chantagens em cima de valores “módicos” como R$ 150 milhões de reais por ano. E, pior, se o anúncio deixa de ser publicado, o governo perde, pois não usa um espaço de mídia previsto no balanço. Mesmo assim, o partido ganha.

Para piorar, a censura do governo militar era baseada em um decreto, ou seja, nada era feito às escondidas. Com a censura sutil, o uso da verba estatal para chantagem é feita à margem da lei, apelando a interpretações obscuras e a uma série de lobistas para funcionar. Enfim, a censura sutil é pior que a censura oficial por ser feita de forma ilegal. Não passa de um ato de corrupção.

Em sumo, a censura sutil é pior que a censura oficial nos principais aspectos de comparação. Primeiro, por que é baseada no uso indevido de generosas verbas estatais. Segundo, por que é executada às margens da lei, como qualquer prática de corrupção.

Mas se você ainda não achou isso vil, podre e desprezível o suficiente, ainda há outro aspecto, que, surpreendentemente tem sido pouco comentado: esse dinheiro não é do PT, PCdoB e PSOL. Esse dinheiro é do povo brasileiro.

No momento em que a deputada comunista Jandira Feghali, do PCdoB, subiu ao plenário para dizer que ia entrar com uma representação para tentar tirar verbas públicas do SBT por causa de Rachel Sheherazade, faltou alguém retrucá-la dizendo: “Esse dinheiro não é seu! Você não tem vergonha de usar o dinheiro da população brasileira para uma chantagem tão rasteira?”.

A dinâmica social é mais simples do que parece. Quando tratamos com dignidade aquilo que não tem dignidade, sub-comunicamos de forma involuntária para a platéia que aquilo que nosso oponente fez não é tão grave quanto realmente é.

A censura sutil é algo tão baixo e rasteiro que somente crimes formais podem superá-la em termos de imoralidade. Eu não digo que Jandira Feghali cometeu algo tão grave quanto um estupro ou assassinato. Esses são crimes formais, que ficam no topo da lista das indignidades humanas. Mas com exceção da categoria dos crimes formais (focados em violência e coerção física), nada supera a defesa pública da censura sutil, em termos de vileza.

A coisa é tão acintosa e ultrajante que nossas conversas falando da censura sutil deveriam começar mais ou menos assim: “Essa trinca de partidos comunistas é tão suja, mas tão suja que chegam até a…”. Em seguida, é só descrever todo o procedimento relacionado à censura sutil.

A censura sutil é simplesmente um dos comportamentos humanos mais abjetos possíveis, que provavelmente só perde em indignidade para genocídios, estupros e latrocínios. Mas aí já seria covardia. Tirando os crimes formais, no entanto, podemos dizer com certeza que estamos diante da ação social mais abjeta praticada por pessoas no âmbito político.

Para grande parte da direita, falta agora apenas a assertividade para tratar tal indignidade nos termos mais fortes possíveis. Assim como Reginaldo deveria ter ido à polícia denunciar a pedofilia de Getúlio contra suas próprias filhas.

Leitura Complementar indicada

Autor: Felipe Moura Brasil
Título: Traficantes assistiram ao “Esquenta” comendo pipoca?
Publicado em: http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2014/04/27/traficantes-assistiram-ao-esquenta-comendo-pipoca/http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2014/04/27/traficantes-assistiram-ao-esquenta-comendo-pipoca/

Autor: Jornal O Dia! (online
Título: Após tiroteio, comércio e universidades fecham as portas em Niterói
Publicado em: http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-04-24/um-dia-apos-tiroteio-boatos-fazem-comercio-fechar-as-portas-em-niteroi.html?


Autor: Rachel Sheherazade
Título: Rodrigo Paes Leme Menos Um Soldado @Rachel Sheraza
Publicado em: http://www.youtube.com/watch?v=VP3swv89ZUw

Autor: Reinaldo de Azevedo
Título: Pessoas dentro da farda. Ou: Enterros sem artistas da Globo
Publicado em: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/pessoas-dentro-da-farda-ou-enterros-sem-artistas-da-globo/
Acesso em: 01 maio 2014

Dilma

Dilma

Não tenho mais por hábito – fiz muito isso no meu antigo blog – transcrever a matéria que foi postada em outros locais muito mais importante e sérios do que este blog. Apenas quando a matéria é tão grave e importante, como esta do Marco Antonio Villa, que transcrevo a seguir, é que a copio na íntegra.

Publiquei, hoje, n’O Estado de S. Paulo:

O Brasil é um país fantástico. Nulidades são transformadas em gênios da noite para o dia. Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres. Temos ao longo da nossa História diversos exemplos.O mais recente é Dilma Rousseff.

Surgiu no mundo político brasileiro há uma década. Durante o regime militar militou em grupos de luta armada, mas não se destacou entre as lideranças. Fez política no Rio Grande do Sul exercendo funções pouco expressivas. Tentou fazer pós graduação em Economia na Unicamp, mas acabou fracassando,não conseguiu sequer fazer um simples exame de qualificação de mestrado. Mesmo assim,durante anos foi apresentada como “doutora” em Economia. Quis-se aventurar no mundo de negócios, mas também malogrou. Abriu em Porto Alegre uma lojinha de mercadorias populares, conhecidas como “de 1,99″. Não deu certo. Teve logo de fechar as portas.

Caminharia para a obscuridade se vivesse num país politicamente sério. Porém, para sorte dela, nasceu no Brasil. E depois de tantos fracassos acabou premiada:virou ministra de Minas e Energia. Lula disse que ficou impressionado porque numa reunião ela compareceu munida de um laptop. Ainda mais: apresentou um enorme volume de dados que, apesar de incompreensíveis, impressionaram favoravelmente o presidente eleito.

Foi nesse cenário, digno de O Homem que Sabia Javanês, que Dilma passou pouco mais de dois anos no Ministério de Minas e Energia. Deixou como marca um absoluto vazio. Nada fez digno de registro. Mas novamente foi promovida. Chegou à chefia da Casa Civil após a queda de José Dirceu, abatido pelo escândalo do mensalão. Cabe novamente a pergunta: por quê? Para o projeto continuísta do PT a figura anódina de Dilma Rousseff caiu como uma luva. Mesmo não deixando em um quinquênio uma marca administrativa um projeto, uma ideia, foi alçada a sucessora de Lula.

Nesse momento, quando foi definida como a futura ocupante da cadeira presidencial, é que foi desenhado o figurino de gestora eficiente, de profunda conhecedora de economia e do Brasil, de uma técnica exemplar,durona,implacável e desinteressada de política. Como deveria ser uma presidente a primeira no imaginário popular.

Deve ser reconhecido que os petistas são eficientes. A tarefa foi dura,muito dura. Dilma passou por uma cirurgia plástica, considerada essencial para, como disseram à época, dar um ar mais sereno e simpático à então candidata. Foi transformada em “mãe do PAC”. Acompanhou Lula por todo o País. Para ela e só para ela a campanha eleitoral começou em 2008.Cada ato do governo foi motivo para um evento público, sempre transformado em comício e com ampla cobertura da imprensa. Seu criador foi apresentando homeopaticamente as qualidades da criatura ao eleitorado. Mas a enorme dificuldade de comunicação de Dilma acabou obrigando o criador a ser o seu tradutor, falando em nome dela e violando abertamente a legislação eleitoral.

Com base numa ampla aliança eleitoral e no uso descarado da máquina governamental, venceu a eleição. Foi recebida com enorme boa vontade pela imprensa. A fábula da gestora eficiente, da administradora cuidadosa e da chefe implacável durante meses foi sendo repetida. Seu figurino recebeu o reforço, mais que necessário, de combatente da corrupção. Também,pudera:não há na História republicana nenhum caso de um presidente que em dois anos de mandato tenha sido obrigado a demitir tantos ministros acusados de atos lesivos ao interesse público.

Como esgotamento do modelo de desenvolvimento criado no final do século 20 e um quadro econômico internacional extremamente complexo,a presidente teve de começar a viver no mundo real. E aí a figuração começou a mostrar suas fraquezas. O crescimento do produto interno bruto (PIB) de 7,5% de 2010, que foi um componente importante para a vitória eleitoral, logo não passou de uma recordação. Independentemente da ilusão do índice (em 2009 o crescimento foi negativo: -0,7%),apesar de todos os artifícios utilizados,em 2011 o crescimento foi de apenas 2,7%. Mas para piorar, tudo indica que em 2012 não tenha passado de 1%.Foi o pior biênio dos tempos contemporâneos, só ficando à frente,na América do Sul,do Paraguai. A desindustrialização aprofundou-se de tal forma que em 2012 o setor cresceu negativamente: -2,1%. O saldo da balança comercial caiu 35% em relação à 2011, o pior desempenho dos últimos dez anos,e em janeiro deste ano teve o maior saldo negativo em 24 anos. A inflação dá claros sinais de que está fugindo do controle. E a dívida pública federal disparou: chegou a R$ 2 trilhões.

As promessas eleitorais de 2010 nunca se materializaram. Os milhares de creches desmancharam-se no ar. O programa habitacional ficou notabilizado por acusações de corrupção. As obras de infraestrutura estão atrasadas e superfaturadas. Os bancos e empresas estatais transformaram-se em meros instrumentos políticos a Petrobrás é a mais afetada pelo desvario dilmista.

Não há contabilidade criativa suficiente para esconder o óbvio: o governo Dilma Rousseff é um fracasso. E pusilânime: abre o baú e recoloca velhas propostas como novos instrumentos de política econômica. É uma confissão de que não consegue pensar com originalidade. Nesse ritmo, logo veremos o ministro Guido Mantega anunciar uma grande novidade para combater o aumento dos preços dos alimentos: a criação da Sunab.

Ah, o Brasil ainda vai cumprir seu ideal: ser uma grande Bruzundanga. Lá, na cruel ironia de Lima Barreto, a Constituição estabelecia que o presidente “devia unicamente saber ler e escrever; que nunca tivesse mostrado ou procurado mostrar que tinha alguma inteligência; que não tivesse vontade própria; que fosse, enfim, de uma mediocridade total”.

Origem: Blog Vou me embora para Bruzudanga
Disponível em: http://www.marcovilla.com.br/2013/02/vou-me-embora-pra-bruzundanga.html
Acesso em: 13 abr 2014

Ditadura à brasileira

Ditadura à brasileira

Imprenta: VILLA, Marco Antonio. Ditadura à brasileira: 1964 – 1985: A democracia golpeada à esquerda e à direita. São Paulo:Leya. 2014 ISBN 978-85-8044-958-7

Terminei de ler o livro “Ditadura a Brasileira”. que me serviu de fonte no post que escrevi neste blog sobre a revolução de 1964. Um livro de leitura fácil, agradável e rápida e que se aprofunda com correção, sem ser extremamente detalhista e técnico, no período em que o Brasil viveu sob o regime militar.

O período é acompanhado ano a ano através do livro apenas com os fatos históricos registrados. Sem interpretações.

A única seção detalhada é a do penúltimo capítulo, dedicado a descrever a luta e o processo que levou à eleição de Tancredo Neves, o primeiro civil a ser eleito para Presidente da República do Brasil, após a tomada do poder, em 1964 pelo militares. Neste capítulo somos informados dos papéis desempenhados pelos principais atores daqueles dias: Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, o Presidente João Batista Figueiredo, Paulo Salim Maluf e José Sarney. Alguns desses nomes tiveram comportamento verdadeiramente vergonhoso. Outros foram os verdadeiros heróis, responsáveis pela democracia em que vivemos hoje.

Mas é, especialmente na análise que faz do movimento de 1964, no último capítulo, o qual leva o nome do livro, que Marco Antonio Villa destrói os mitos que a esquerda tem tentado empurrar goela abaixo do povo brasileiro reescrevendo a história. Em minha opinião, só este capítulo já é leitura obrigatória para todo aquele que bosca saber a verdade sobre o Brasil daquele período e o papel histórico dos terroristas que hoje controlam o país.

Marco Antonio Villa mantém o blog Vou me embora pra bruzundanga.

O Sertão Vai Virar Mar

O sertão vai virar mar

Interessante é que me lembro do polêmico Presidente João Figueiredo numa entrevista dizendo que lhe pressionavam para fazer a transposição do São Francisco. Ele respondia que o Brasil não tinha dinheiro (na época) para fazê-la pois custaria uma outra Usina de Itaipu.

Será que alguém já calculou quantas Usinas de Itaipu está custando e ainda custará ao Brasil esta obra inacabada do governo Lula?

http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2014/04/o-sertao-vai-virar-mar.html

1964 e o “Bullying” Esquerdista

Alerta nacional

Atualizado em: 13/04/14 – 14:14

Introdução

Não foi com surpresa (porque sempre foi uma prática esquerdista) embora fosse com certo espanto (pelo grau de desinformação que está sendo apresentado à população brasileira como sendo verdade) que observei o bullying maciço da grande mídia nacional com relação ao movimento militar de 1964 “comemorando” os 50 anos da Revolução de 31 de março. É verdade que muita arbitrariedade foi praticada, o que depõe não só contra o que se tornou o movimento de 31 de março, como contra todas as ditaduras, quer sejam elas de direita ou de esquerda, como a que estamos vivendo agora, no Brasil.

Não se pode negar que muito sofrimento foi causado às famílias brasileiras não só pelos militares que fizeram a revolução, como pelos esquerdistas, terroristas, adeptos da luta armada. Mas tentar reescrever a historia, negando ao povo brasileiro os fatos e afirmando que a Revolução de 1964 foi um mal desnecessário e, ao mesmo tempo, esconder da opinião pública que foi um ato legítimamente apoiado na vontade do povo, é uma FALÁCIA e uma DESLAVADA MENTIRA!

Os fatos provam exatamente o contrário. O povo não só apoiou maciçamente o movimento de 1964, como, de fato, estava se lixando para os terroristas e e os adeptos da luta armada que inutilmente buscavam, no interior do Brasil, o apoio popular, tornando-se, pela constatação dessa falta de apoio, objeto de terror para as famílias indefesas que viviam à mercẽ das ações guerrilheiras nessas regiões isoladas.

Seguem alguns exemplos históricos que provam a parcialidade – e a covardia – da grande mídia brasileira neste 31 de março de 2014 e que em sua quase totalidade não se envergonha de divulgar apenas um lado da questão – o lado dos derrotados.

“Bullying” (postado em 05/04/14)

O que é “bullying”? Segundo o dicionário Merrian Webster on line, a palavra origina-se de “bully” que significa

Pessoa agressiva, violenta, ameaçadora, alguém habitualmente cruel com outros mais fracos.

Na época do governo militar, os “bullies” eram os militares da linha-dura que transformaram o movimento de 31 de março de 1964 num regime de exceção.

Cinquenta anos depois, os “bullies” são claramente identificados com os esquerdistas agora no poder e que desde sempre usaram a técnica de “bullying” para intimidar e constranger os que deles discordam

Ben Shapiro, no seu livro Bullies: How the Left’s Culture of Fear and Intimidation Silences Americans(“Bullies”: Como a Cultura Esquerdista do Medo e da Intimidação Silencia os Americanos”) – e que poderia muito bem ser intitulado “Bullies”: Como a Cultura Esquerdista do Medo e da Intimidação Tem Calado os Brasileiros – explica que há duas estratégias usada pelos “bullies”:

A primeira, mais antiga é usar o governo para molestar seus oponentes: Clinton usou o FBI para perseguir seus adversários e Obama, durante sua campanha de 2008, usou a Receita Federal americana para perseguir um adversário que o questionou sobre sua política de impostos. Esta técnica, embora “ruim” do ponto de vista do molestador, por ser muito explícita e reveladora da verdadeira fonte do “bullying”, ainda é válida e a vemos sendo aplicada no Brasil, por exemplo, na blindagem do governo para impedir a CPI da Petrobras, nas ameaças feitas pelos governistas às organizações Globo e ao SBT.

Mas as esquerdas se sofisticaram lançam mão hoje de outros mecanismos mais sutis de “bullying” para perseguir e calar seus adversários. mecanismos que aparentemente não tendo nada com o governo, na verdade estão fazendo o seu jogo, sem que a opinião pública perceba que a fonte é o próprio centro de poder.

Em seu livro, Shapiro lista cinco ferramentas de ataque usadas pelas esquerdas para calar e destruir seus adversários:

  1. primariamente, ela lança mão do poder como governo;
  2. a imprensa é a segunda ferramenta de “bullying” esquerdista;
  3. a classe artística (cita especificamente Hollywood, mas no Brasil podemos citar o cinema, o teatro e a televisão como as armas de “bullying” da esquerda brasileira)
  4. o sistema educacional é o quarto poder usado pelas esquerdas para intimidar e ridicularizar os seus adversários; e,
  5. último, mas não menos importante, as organizações esquerdistas não-governamentais.

No Brasil de hoje, “bully” significa entre outros:

  • taxar de homofóbico qualquer que discorde dos excessos e privilégios pleiteados pelo movimento homossexual;
  • chamar de “racista” quem é contra ações afirmativas como as tais cotas para negros;
  • rotular de fascistas quem clama pelo direito de possuir uma arma para defender a si e sua família dos saqueadores, quem pede punição para os criminosos e pleiteia a redução da maioridade penal;
  • censurar a mídia que se posiciona contra as verdades “oficiais”;
  • justificar o banimento profissional, quer nas universidades, quer nos locais de trabalho, quer nas redes sociais de quem discorda do pensamento único, inclusive quem vê benfícios (e não foram pouocs) no movimetno de 1964.

O “bullying” promovido hoje pelo governo esquerdista, diretamente com a atuação da auto denominada Comissão da Verdade, que só vê os crimes da linha dura do governo militar e não toca nas vítimas dos participantes da luta armada que levaram ao endurecimento do regime e militar, acompanhada da campanha de difamação do movimento de 1964 orquestrado pela mídia explicitam de maneira óbvia o “bullying” esquerdista e sua tentativa totalitária de mudar a história.

Por si só, este argumento justifica esta matéria, que visa não esconder os fatos relacionados aos crimes cometidos pela linha dura, mas apresentar o que de positivo o Brasil herdou dao Moimento Militar de 1964, o lado mais fraco da questão – pela tentativa de calar seus defensores – e que é a verdadeira face do governo militar.

Créditos do material apresentado a seguir:
Todas as citações a seguir são das seguintes fontes, a menos que o contrário seja informado no texto.
Texto: VILLA, Marco Antônio. Ditadura à brasileira: 1964 – 1985: A democracia golpeada à esquerda e à direita. São Paulo:Leya. 2014 ISBN 978-85-8044-958-7
Fotos:
Disponíveis em: http://homemculto.com/
Acesso: 01 abr 2014

O Brasil em 1964

Os brizolistas apoiavam o Grupo dos Onze, uma organização política que deveria se transformar em instrumento da luta armada. Tinham muita influência entre sargentos, cabos, soldados e marinheiros. O objetivo era dividir na base as Forças Armadas e trazer, para o “campo revolucionário”, combatentes que já tivessem experiência. Brizola buscou o alinhamento ideológico no que era chamado á época de nacionalismo revolucionário.

A radicalização tomou conta do país. A democracia era vista por esses atores como um empecilho aos seus planos. Queriam chegar ao poder pelas armas. As correntes políticas que desejavam manter a democracia eram consideradas reformistas, ingênuas, ora aliadas de Mscou, ora aliadas de Washington.

A coleção “Cadernos do Povo Brasileiro” com 28 volumes e tiragens gigantescas, representa bem o momento. Pelos títulos é possível imaginar o espírito da coleção:
De que morre o nosso povo?
Quem dará o golpe no Brasil?
Como seria o Brasil socialista?
Quem são os inimigos do povo?
Como atua o imperialismo ianque? (op. cit. pgs. 43, 44)

Exemplo marcante do que se propunha a coleção é o artigo “Por que os ricos não fazem greve?” que, depois de uma exposição de 117 páginas concluía:

Quando esse novo dia tiver raiado em nossa pátria, o presente livro não terá mais razão de ser, terão desaparecido os motivos que justificam a pergunta que lhe dá título; com efeito, daí em diante não haverá mais greves, simplesmente porque não haverá mais “ricos”. (Op. cit. pg. 44)

Enquanto isso, João Goulart agia para dar o golpe:

Jango aproveitou os dois primeiros meses do ano para discursar em várias cerimônias militares. Buscou associar as reformas de base ao discurso militar sobre o Brasil. A administração pública estava parada.

O Congresso reabriria em 15 de março, um domingo. Jango marcou um comício para dois dias antes, uma sexta-feira, 13. A ideia era buscar apoio popular para finalmente enviar os projetos das reformas de base. Para o presidente era um momento decisivo. Tinha perdido o apoio da ala esquerda do PTB, controlada por Brizola. … o PSD – o maior partido do Congresso – estava rompendo com o governo passando para a oposição. O isolamento de Jango no Congresso era evidente – recordando que a UDN, terceiro maior partido, estava na oposição desde 1962. (op. cit. pg. 44 e 45)

O Apoio Popular

Marcha da Família com Deus
Foto: Marcha da Família com Deus – 22 de março de 1964

A consequência quase imediata do movimento militar de 31 de março de 1964, foi a repressão aos mais identificados com o que é identificado como a “velha ordem”, ou seja o governo João Goulart. Em 15 de abril de 1964, Castello Branco assumiu a presidência da República.

Era de se esperar, caso esses representantes da “velha ordem” refletissem os verdadeiros anseios do povo, que a população fosse contrária à ação dos militares, mas o que provam os fatos?

Cinco dias após a posse de Castello, uma pesquisa de opinião pública realizada no Rio de Janeiro indicou que 69% dos entrevistados acreditavam que a queda de Goulart devera-se ao repúdio ao comunismo. 72% não queriam a volta do ex-presidente à política e 85% eram a favor da cassação de mandatos. (op. cit. pgs. 59, 60)

Considerado aquele que é apontado como o mais repressor de todos os governos militares, lemos, relatada por Nelson Rodrigues, a reação popular à figura do Presidente, o general Emílio Garrastazu Médici, um grande apreciador do futebol que fez questão de estar presente à inauguração do Estádio do Morumbi, em 1970:

É preciso não esquecer o que houve nas ruas de São Paulo e dentro do Morumbi. No estádio Mário Filho, ex-Maracanã, vaia-se até minuto de silêncio, e, como dizia o outro, vaia-se até mulher nua, Vi o Morumbi lotado, aplaudindo o presidente Garrastazu. Antes do jogo e depois do jogo, o aplauso das ruas. Eu queria ouvir um assobio, sentir um foco de vaia. Só Palmas. (Op. cit. pg. 170

Em julho de 1972, o Brasil havia ganho um torneio (a Taça Independência, também conhecida como Minicopa). Na final, entre Brasil e Portugal, o Brasil havia vencido o time português por 1 a 0:

Claro que Médici esteve presente no Maracanã e entregou a taça ao capitão, o meio-campista Gérson, em meio a uma grande ovação popular.

Popular, com as Forças Armadas sob controle, usando de todo o arsenal de legislação autoritária dos órgãos de repressão, e com o país crescendo a taxas de dois dígitos, Médici fechou o ano [de 1972] como o grande eleitor para a a sua própria sucessão. (Op. Cit. pg. 199)

Conquistas da Revolução de 1964 (postado em 06/04/14)

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Sem dúvida, uma das conquistas mais importantes, porque atingiu toda a classe trabalhadora, foi a institucionalização do FGTS. Sobre esse momento, descreve o livro já citado, Ditadura à Brasileira

A 13 de setembro, por decursso de prazo, foi aprovada a Lei nº 5.107, que criou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Alterava radicalmente o direito à estabilidade no emprego. Até então, ao completar 10 anos em uma mesma empresa, o trabalhador adquiria estabilidade. (Op. cit. pg. 89)

Isto, a estabilidade, significava que o trabalhador só poderia ser mandado embora se fosse indenizado por um valor que correspondia ao seu salário multiplicado pelo número de anos que ele esteve trabalhando na empresa. As consequências da estabilidade eram principalmente duas: ou o trabahador era dispensado do trabalho antes de completar os 10 anos que o tornavam estável no emprego, ou, em rarissimas exceções, simplesmente, completados os dez anos, não era demitido e acabava se aposentando sem receber nenhum adicional pelo tempo de sua vida que dedicou ao empregador.

A criação do FGTS praticamente acabou com a estabilidade, porque, embora ao ser contratado o trabalhador tivesse o direito de optar, os novos contratos só eram assinados se o proponente ao cargo concordasse com o novo sistema. Mas, em compensação nenhum trabalhador deixaria mais o seu emprego sem uma reserva mnetária adicional que poderia ser de ajuda para ele nos difíceis tempos da busca de um novo emprego ou depois de aposentado.

Os sindicatos, – já bastante enfraquecidos – eram contra o FGTS. O MDB também. Queriam manter o regime vigente. Para facilitar a aprovação do projeto, foi incclçuída uma clásula que dava direito ao tabalhador de optar pelo novo regime. Isso acabou figurando como letra morta, pois as empresas só contratavam trabalhadores que aderissem ao novo regime. (Op. cit. pg. 90)

Como seria o Brasil se os militares não tivessem intervido em 1964 (postado em 06/04/14)

A seguir transcrição do artigo “Se os comunistas tivessem vencido em 64…”
Autor: Paulo Briguet
Disponível em: http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/15089-se-os-comunistas-tivessem-vencido-em-64.html
Acesso em : 06 abr 2014.

Se os comunistas tivessem vencido em 64, Marighella e Lamarca seriam considerados heróis nacionais. Escolas, ruas e viadutos estariam recebendo seus nomes. Os livros de história e os cursos universitários apresentariam Che, Fidel e Mao como grandes defensores da liberdade.

Invasões e desapropriações de fazendas produtivas aconteceriam com frequência. O BNDES e a Caixa financiariam manifestações do MST. Quase 50 milhões de pessoas dependeriam de mesada estatal para sobreviver.

Antigos companheiros de viagem da esquerda seriam hoje considerados inimigos do povo. Os oligarcas tornar-se-iam amigos do governo desde criancinhas.

Se os comunistas tivessem vencido em 64, correríamos o risco de ser governados por ex-informantes da ditadura ou ex-terroristas. A história do País seria reescrita apenas por um lado. Todos os crimes desse lado seriam esquecidos e apagados para sempre. Seria criada uma Comissão da Verdade para humilhar e punir os reacionários.

Era até capaz de o governo fazer um mensalão! Talvez o Judiciário viesse a sofrer ataques maciços quando alguma de suas decisões desagradasse o partido dominante. Grande parte da imprensa estaria mergulhada na autocensura. Vozes críticas seriam atacadas por militantes raivosos.

A gente nunca sabe do que os comunistas seriam capazes se tivessem vencido em 64. A maior parte dos governos da América Latina, a esta altura, poderia estar sob o controle de uma instituição chamada Foro de São Paulo.

Os crucifixos seriam banidos das repartições públicas. Grupos de pressão fariam esforços descomunais para a liberação do aborto e da maconha, mesmo contra a vontade da maioria da população. A Petrobras perderia 30% do seu valor de mercado e despencaria da 12ª para a 120ª posição entre as maiores empresas do mundo. A atividade empresarial seria criminalizada através de um mar de impostos e burocracia. E Paulo Freire seria considerado o Patrono da Educação Brasileira.

Nossa! Ainda bem que os comunistas não venceram em 64, né?

Outras Referências à Revolução de 1964

Reinaldo de Azevedo: Ainda a violência na Faculdade de Direito da USP e a tolerância. Ou: A sabedoria que vem da guilhotina, do paredão e do fuzilamento

Reinaldo de Azevedo: DIA DA MENTIRA 2 – Mais um terrorista exibe o caráter pacífico e grandioso da “luta”. Aqui, como se podia matar até um “companheiro” em nome da revolução… Ou: A paz dos clementes

Reinaldo de Azevedo: 1964 – A sindicância das Forças Armadas e algumas verdades inconvenientes

Reinaldo de Azevedo: DIA DA MENTIRA – Abaixo, o caráter pacífico, cordato, doce, sensível e humanista dos terroristas de esquerda. Uma homenagem a Franklin Martins, um dos chefões da campanha de Dilma: “A decisão era de executar”

Reinaldo de Azevedo: Não toquei instrumento de sopro para general. Então não preciso pedir desculpas!

Reinaldo de Azevedo: 31 de Março – 1: Viva a democracia! Nada devemos à esquerda armada além de violência, mortes, sequestros, assaltos e indenizações milionárias. O regime de liberdades é obra dos que fizeram a luta pacífica

Reinaldo de Azevedo: 31 de Março – 2: De como o mensalão, os aloprados e o assalto à Petrobras nasceram com Marighella, Lamarca e afins…

Reinaldo de Azevedo: 31 de Março – 3: Surpresa? Há mais brasileiros querendo punir ex-terroristas do que ex-torturadores. No Estado de Direito, as duas coisas são impossíveis!

Olavo de Carvalho: Olavo de Carvalho: 50 anos do Contra-Golpe de 1964

Marco Antonio Villa: Os gigolôs da memória: Não é possível ignorar o caos instalado no país em março de 1964